quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Contando o tempo

(Foto por Haxonite - DeviantArt)




Por vezes,
tua ausência me importuna, excede.
Não por veleidade,
ansiedade legítima
de uma nova estação
que não se apressa
ou não tem pressa
espero, conto o tempo
congelo minhas vontades...
Até quando?
Quem sabe?
Liga não, sou assim
misto de alto grau de ansiedade
e desejo de ti
puro e simples.

4 comentários:

João Neto disse...

E o tempo aguardado com poesia chegou banhado de verdades profetizadas.

Sou suspeito, mas sua poesia sempre me faz sonhar longe.

Bjos.

Narradora disse...

Bonita poesia, o uso dos antônimos meio que como forma de equilíbrio...
Acho bem interessante porque terrena e factível, não é coisa do lirismo distante, mas daquele tipo que a gente sente na pele.
Bjs

alice disse...

Eu li umas dezenas de vezes o poema e pensar na ausência já traz saudade. E mesmo que as estações mudem, ainda se sente a ausência.

E andei ausente por dias, mas volto a ler os textos de todos vocês.

Parabéns não é bem o termo exato para se dizer a uma poetisa, mas digo. Que encontre sempre palavras, Ana.

Bjs.

Zélia Palmeira disse...

Tempo,Tempo,Tempo...Senhor que dá a vida.Às vezes, sem-hora."Puro e simples",também.É preciso aprendermos a lê-lo para ficarmos em paz com ele.Mesmo que por aguns segundos...

Bjo,Ana!Aparece!Tá me devendo visita!
Dito! 8)