sábado, 11 de abril de 2009

Onde Nasce a Paixão


Colisão é a distinção de um choque entre dois corpos
Oposição, discórdia, desarmonia...
Que quando perambulado com inteligência,
Nunca se encontrará inútil ao ser artístico.

Os amantes... sim os amantes,
Vivem a colidir frontalmente com a razão e a emoção.
É quando o desocupado coração...
Prescindi de qualquer ajuda.

Mas o que fazer?
A mente já não dá mais opiniões...
Amanhece e você se depara,
Que a noite foi curta para amá-la.

Frontalmente com olhares silenciosos,
Que mordem por dentro e por fora.
Insinuante de certa forma,
Querem se entregar ao tempo do agora.

Infinito quanto dure,
Esse amor, esse agora.
A nudez que calado aflora,
Ter o mundo colidindo lá fora.

Agora amada, nem os olhos verão
O teu toque em meu coração.
Nutridos de pecados e tentação,
Me levam para onde nasce a paixão.


Alessandro Medeiros

11.04.09

4 comentários:

Alessandro Medeiros disse...

Dedico ao meu amigo Valcir esses versos, onde o mesmo me desafiou a fazer um poema com o tema “colisão frontal”. Acredito que não tenha saído da forma que ele apreciaria, mas... Abraço aos amantes do cafezinho.

Dora disse...

Interessante o poema.
A eterna e inútil "colisão" entre razão e emoção. Digo inútil, porque apenas fortalece sentimentos assim deixando-os quase que "inquebráveis"...
É inexplicável. Mas ninguém explica as coisas do coração mesmo...

:]

Karol Maia disse...

"infinito quanto dure,
Esse amor, esse agora."

Sim, que possamos viver sempre o AGORA, "nutridos de pecado e tentação"

Abração... Achei lindo.

João Neto disse...

Alessandro come-corda...

Estávamos nós no cafezinho e o Valcir, sempre ele, tirando sarro dos poemas cheios de paixão do Alessandro, quando, então, veio a proposta de dar um tema para este último escrever sobre o assunto.

Colisão frontal. Essa foi fácil, amantes estão sempre colidindo, seja para fazer o fogo durar ou para apagá-lo.

Agora, McGyver, vou mandar a minha proposta: clipe de papel, casca de manga e bituca de cigarro. Faz uma love bomb com isso aí, campeão!

Bjunda,
Luv u ever!