quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Do Umbigo do Escritor

(Your navel is middle of my world, by Yasyas7 - DeviantArt)



Para entender este poema, leia antes a Letícia dando aula de boa escrita clicando aqui.

E desse umbigo sai de tudo
Sai banda acompanhada de balizas
Sai trovão e calmaria
Sai bombardeio chamuscando ideias
Sai velha rezando o credo
O padre inventando sermão
O bêbado cuspindo palavrão
A moça rubra de paixão
O escrito perfeito deitado no sonho
O ponto de exclamação invertido
A subversão da palavra
A apoteose da língua
O som do sim
A negação do não

3 comentários:

Marília Silveira disse...

tu vês que as ideias já saem sem acento!

me parece que do umbigo do escritor pode sair tudo, ainda mais desse aí.

um abraço!

Letícia disse...

John,

Minha nossa. Você e suas maluquices de falar de mim. Sou uma pilha de timidez. Você sabe. Mas é isso...como você disse. "A subversão da palavra". Há muito venho lendo coisas, tentando entender e praticar essa coisa de escrever. E uma coisa é certa. Não se pode construir uma casa toda bonitinha, sem sujar as mãos de tinta. Eu acredito na descontrução e ainda sou do nosso tempo. Dessa "Apoteose da Língua".

Perfect, Mr. Coffee.

E voltei pro orkut e não te achei. Se saiu, eu entendo. Aquilo ali é uma neurose.

Éverton Vidal disse...

A partir do texto da Letícia compreendo o que dizes. E há muito que eu busco esse abandono de celas, laços e arapucas de palavras e significações. Quero que do meu umbigo saia de tudo. Caminhada boa de se fazer.

E levo embora isto: "O ponto de exclamação invertido".

Abraço.
Inté!