domingo, 23 de maio de 2010

Pérolas da Copa 2





Quem me contou esta foi o Valcir. Segundo ele, foi uma campanha lançada no Rio Grande do Sul. A Marília pode confirmar o fato.

"Faça feito o Dunga, não use craque!"

domingo, 16 de maio de 2010

Pérolas da copa 1

Se fosse vivo, Walt Disney desconvocava o Dunga dos sete anões.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Thor está chegando!


Peço licença aos parceiros baristas e ilustres membros deste tão refinado blog para mostrar minha homenagem a mais nova obra do estimado amigo João, como também para convidá-los a visitar meu blog Pintura Digital.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Não te cales

(nowhere man by leenik - deviantart)



Ouvi tua voz naquela fotografia

Sussurro em fá maior sustenido

E, ansioso, espero retorno da carta


Sorriso em direção ao sol que nunca se apaga


Finjo entender de música e meu violão me odeia

Finjo ter a sensibilidade suficiente para entender de vinhos

Mas os meus sempre tem o retro-gosto do teu lábio inferior

Finjo não sentir saudades

E a chuva que se abate sobre você não cai do céu

Finjo ser galã de novela, conquistador mediterrâneo

E tudo quanto quero é o aroma que se esconde nas entrelinhas

Nas entrepernas


Finjo ser escritor

E no meu romance particular

A vida é reescrita e estamos juntos e vamos ter filhos

E meu carro sabe falar

Mas guarda nossos segredos da lua cheia


Ouvi tua voz

Sei que ela me guia

Se à perdição ou ao paraíso, não consigo antever


Ouço tua voz

E só me perco quando te calas

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Amores Cubistas

(self portrait by crazy recluse artist, deviantart.com)



Abrázame y muérdeme
Llévate contigo mís heridas
aviéntame y déjame
Mientras yo contemplo tu partida
En espera de que vuelvas y tal vez vuelvas por mí

(Aviéntame, interpretado por Cafe Tacuba)

Letra completa aqui

Tecla SAP

Ouça aqui




Mas você me contou segredos

E mais do que tudo

Revelou os espaços vazios entre nós

Verdade inspirada em trilha sonora de filme B

Plano A, dia D, sopa de letras miúdas

Contrato escriturado e lavrado em dia de chuva


Silêncio explícito entre amores perdidos

E o que faremos se o espólio é dor?

Arte cubista tem mais sentido

E até entendo melhor os (des)amores de Picasso

Queria aqui os relógios derretidos de Dali

Tempo congelado quando tudo era calor


Passou o tempo e as chances foram contra

Deserto em meio à multidão

Faço poesia, peço perdão

Faço tricô de palavras vazias

Mas é esse espaço que incomoda

Aquário com peixe solitário

Voltas e voltas e voltas

Espera monótona pela ração diária

Observo o baú abrir a cada minuto

Mas não há ouro

Apenas bolhas repletas de ares vazios

Que não me ajudam a respirar melhor

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Dias Melhores Virão





Eu sei o que você está sonhando,
Eu sou o amor.
Eu sei em que mundo você está,
Eu sou o amor.

Não tenha medo, eu sou o teu segredo.
E posso te ouvir. Escuta-me agora.

A delicadeza das lágrimas deixou marcas para sempre
E através delas, pude ver um reflexo
Eu, talvez ninguém...
Ou você... você... você...

E eu sei o que você quer
Porque eu sou o amor.

Ainda sinto o teu pulsar, o teu respirar
E vejo teus olhos a sonhar
Mas se não podes dizer o que sentes
Então me deixa falar

Dias melhores virão
Eu sou o amor.

Sandro
01.02.2010.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Viver longe ou sem você...

heart__by_blind_actress/deviantart

Escuto teu silêncio cheio de segredos...

Não julgo, respeito!

Me absorvo no meu...

Melhor assim, bem sei...

a brasa consome, fere, angustia!

Viver longe ou sem você...

qualquer coisa entre a incoerência

e um profundo pesar

sem cor,

nem cinza...

melhor caminho é seguir...

Na frente do front

de peito descerrado

esperando o azul do céu

pleno, sem nuvens...

lindo...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O troglossexual e o sacrossanto direito ao silêncio

shut your mouth by majezik - deviantart.com


Para quem não conhece o termo troglossexual, explico: cunhado pelo meu amigo Valcir, ele representa o nosso protesto ao que muitos tem tentado fazer ao homem, principalmente representa a nossa negação ao estilo de vida dos metrossexuais, überssexuais e outros sexuais que não sejam masculino-sexuais. O troglossexual é o homem que é homem, ou seja, tem pêlos, cospe no chão, coça o saco, fala palavrão, solta peido, bebe cerveja – ou outra bebida para macho – não usa creme anti-rugas, não faz limpeza de pele, não ajeita a sobrancelha e quando vai para a academia malha o bíceps e não os glúteos. Enfim, tendo explicado, retornemos ao ponto central deste manifesto (outra característica do verdadeiro homem, a objetividade), que é o sacrossanto direito ao silêncio, ou, em outras palavras, o direito de falar pouco.


Muitas mulheres reclamam repetidamente que seus machos não sabem conversar, praticamente deixando-as falando sozinhas. É verdade, não posso argumentar contra este fato, mas permitam-me dizer que esse é um indício – cara fêmea que me lê – de que você está acompanhada de um verdadeiro homem. O que vocês não entendem é que nós não possuímos a necessidade de expressarmos em palavras tudo o que se passa em nossas mentes, ou a incrível capacidade de transformar um relato que possa ser feito em cinco palavras em um discurso de infinitas laudas. E é interessante notar que muitas de vocês, quando fazem a lista das características ideais para o príncipe encantado, apontam a capacidade de ouvir como uma das principais. Ou seja, como vocês esperam que nós possamos ser bons ouvintes e ao mesmo tempo estejamos despejando nossas próprias opiniões, interrompendo seus intermináveis relatos de como foi o seu dia? E, apesar de poucos afeitos a longas conversas, nós, em respeito às suas características femininas, nos dispomos a ouvir tudo o que vocês acham importante nos contar, o que normalmente significa saber tudo o que aconteceu a partir do momento em que vocês acordaram até o momento em que está ocorrendo a conversa. Mas, mesmo estando dispostos a esse sacrifício, somos sempre repreendidos por conta do nosso silêncio.


Entendam, se vocês possuem o direito de falar tudo, nós temos o direito de nos manter calados, ou falarmos apenas o necessário. Minha sugestão é que vocês aproveitem aquele dia anormal em que seu troglodita preferido está emitindo mais do que alguns grunhidos. Talvez o time dele tenha vencido, talvez ele tenha sido promovido, talvez ele tenha bebido demais ou usado substâncias ilegais, talvez ele até tenha se encontrado com uma ex-namorada que lhe tenha chutado a bunda e descoberto que ela se casou, está gorda, flácida e tem mais varizes na perna do que o Brasil tem de estradas. Não importa o motivo, se ele está querendo conversar, então aproveite, se não for o caso, respeite o seu direito de manter a boca fechada. Caso você realmente precise falar, fale, nós escutaremos. Caso você precise ouvir opiniões mais longas do que uma sentença de três palavras, procure sua melhor amiga, e caso você ache que exista um homem que seja capaz de longas conversas, eu preciso adverti-la de que esse cara aí gosta da mesma fruta que você.


A propósito, não esperem pelo príncipe encantado, ele não existe, e se existir é metrossexual, ou seja, não é homem. Esperem pelo bárbaro, pois este é que será o homem capaz de matar qualquer dragão para lhe manter ao lado, e jamais disputará com você para saber quem tem o cabelo mais fashion...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Revisitando o Abismo

massive abism by kunstler d genocide - deviantart



Aquele que luta com monstros deve acautelar-se
para não tornar-se também um monstro.
Quando se olha muito tempo para um abismo,

o abismo olha para você.


Friedrich Nietzsche

Talvez estejamos todos em um grande livro. Nossas vidas são narradas em uma sequência aleatória de letras e números que se amontoam em páginas viradas e prontamente esquecidas. Nada feito anteriormente, digno de nota, será lembrado como escusa à caligrafia torta que possa um dia fugir à linha. Gosto de sonhar que sou meio kamikaze, embora esteja quase certo de que não serei recepcionado por sete virgens logo após apertar o último botão. Gosto de saber que meus sonhos, aspirações, preocupações e frustrações não são tão importantes quanto uma visita que se perca, ou um mal-entendido que não possa ser superado. Gosto de saber minha real posição neste jogo, e quem me entende sabe: já não vivo mais eu. Imagino que haja quem tenha passado a vida inteira à procura de alguém que encaixe perfeitamente no script longamente ensaiado de sua vida, e, quando encontra, não sabe o que fazer quando descobre que não existe semelhante utopia. E tudo é enfado. E qualquer fala destoante será punida com a dissimulação que é peculiar a quem não tem coragem de olhar o abismo. É compreensivo, o abismo olhará de volta. Sejamos honestos, quem, em sã consciência, sente prazer em se confrontar e descobrir que não é exatamente do que jeito que se imagina ser? Talvez estejamos todos enganados, talvez realmente exista um ponto de onde não se possa voltar, talvez existam grandes esperanças. Talvez o livro tenha final feliz. E quem se importa?